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Postagens

Hippie Urbano é o Caralho

Acho que é muito importante não se esquecer porque decidimos fazer e realizar algumas coisas em nossas vidas, principalmente quando realizamos o que foi planejado. Eu estou fazendo esse exercício pois tenho sentido cada vez menos vontade de escrever, por isso voltei a ler o blog, peguei textos antigos para sentir e lembrar o que eu desejava ao iniciar esse projeto do Sapien Livre. Foi em uma dessas leituras que cheguei no post que vou republicar abaixo pois mostra muito sobre o conceito de independência financeira e FIRE. Postado em Abril de 2019 Outro dia li um artigo que falava das pessoas que decidiram largar suas profissões para se dedicarem as coisas que amam fazer. Como um engenheiro que passou a se dedicar a jardinagem, uma publicitária que agora virou cozinheira. Quantas pessoas sonham em largar o mundo corporativo para viver de suas paixões, mas a necessidade financeira os prendem em uma vida sem tesão? O Movimento FIRE neste sentido entra como uma forma de alternativa para pr...

A importância de pertencer

Relacionar-se é tão importante quanto atingir a IF Tem um filme muito bacana chamado Na natureza Selvagem (Into the Wild). Ele retrata a história real de um jovem americano (Christopher McCandless) que decidiu deixar a sociedade e viver como um ermitão na natureza, mais exatamente no estado do Alaska. Não querendo fazer spoiler para quem ainda não viu o filme, depois de um período de lua de mel com o ambiente, os problemas começam aparecer até que ele adoece e morre sozinho por inanição dentro de um ônibus abandonado no meio do nada. Antes de morrer, ele escreveu alguns recados e uma das coisas que deixou documentada foi a frase… ” A felicidade só é real quando pode ser compartilhada”. Christopher McCandless Essa frase traduz exatamente tudo que gostaria de explicar nesse post. Nós humanos somos seres sociais, temos por necessidade viver em sociedade. No entanto nossa sociedade está doente e como solução criamos algumas contra culturas, a exemplo disso temos as ecovila...

Honestidade deve ser premiada?

Semana passada eu fiz uma viagem para Bonito – PE, uma região de muitas cachoeiras e natureza exuberante. Quando voltei para minha cidade, ao deixar o ônibus da agência e pegar minha chave do carro, por descuido deixei minha carteira cair e não percebi. Em resumo, perdi a carteira em uma praça e ela foi encontrada por um jovem rapaz, que por trabalhar em uma operadora de internet, descobriu meu contato no banco de dados da empresa. Entrou em contato comigo e marcamos para a devolução na empresa onde ele trabalha. Em retribuição ao tempo e cuidado despendido eu comprei uns chocolates e o presenteei como forma de agradecimento. Passado isso, ao contar essa história para alguns parentes, eles me disseram que eu deveria ter dado dinheiro para ele, que eu provavelmente estou sendo mal falado pelo rapaz que fez a boa ação de me devolver. Esse acontecimento e comentários me levaram à reflexão que dá título a esse post. A honestidade deve ser recompensada? Será que você ao encontrar algo ...

O pé sente o pé quando sente o chão

Tem uma frase famosa que algumas pessoas costumam dizer que é mais ou menos assim… “só vai dar valor depois que perder”. Obviamente, a maioria das pessoas que falam isso é porque estão se sentindo desvalorizadas, seja em um relacionamento ou no emprego. Mas não deixa de ser algo verdadeiro. É somente na ausência de algo que sentimos sua falta, neste sentido só sente falta de enxergar quem possui alguma deficiência visual, do contrário ela apenas enxerga e nem percebe a maravilha que é desfrutar deste sentido do corpo. A felicidade depende do sofrimento para que seja percebida. A frase que dá título a este post ” O pé sente o pé quando sente o chão” é de Sidarta Gautama, mais conhecido como Buda. É incrível como é verdadeira e perturbadora, só temos consciência de nosso corpo quando ele entra em contato com atrito de algo, seja uma roupa confortável ou um sapato apertado. O primeiro emprego que eu tive com carteira assinada foi como office boy em uma importante agência de propaganda e m...

Diário de um detento

O despertar O despertador do telefone tocou ao lado da minha cama, ainda embriagado pelo sono demoro a perceber aquele chamado para mais um dia, com um pouco de dificuldade aperto o modo soneca, pronto! Acabei de ganhar mais cinco minutos de fuga da realidade que me esperava. Mal fecho os olhos e o desgraçado toca novamente, aquela música que inicialmente coloquei para despertar com um pouco mais de ânimo agora faço associação ao sentimento ruim da obrigação. Enfim ele me vence, o quarto ainda escuro recebe das frestas da janela um pouco de luz. Os pequenos raios claros me convidam a abrir a janela. De lá consigo observar que o mundo já está funcionando a todo vapor, pessoas apressadas e alienadas correm, se apressam para não perder o transporte lotado para o trabalho. Logo mais estarei lá, disputando um lugar minimamente confortável, se é que andar em pé dentro de um ônibus pode ser chamado de conforto. Crianças seguem o rito para chegar à escola. Trânsito caótico já na esquina de cas...

Tá ruim, mas tá bom

Uns anos trás, poucos meses antes de eu largar meu emprego, fui almoçar com uma amiga de velha data. Nós estagiamos juntos e acabamos tomando caminhos diferentes até que uns oito anos depois ela foi contratada pela empresa que eu trabalhava. Lembro que no almoço, ela me falou sobre como a vida dela caminhou, casada, com um filho pequeno e trabalhando na mesma área que iniciou. Como de costume como faço meus melhores amigos, fiz inúmeras perguntas de reflexão sobre vida, trabalho e dinheiro. Nesse período que estávamos almoçando percebi que ela ficou um pouco retraída, então perguntei o porquê disso. Ela respirou, pensou por um período e me respondeu que minhas perguntas, se fossem realmente respondidas com sinceridade, teria de tomar atitudes e mudar muitos aspectos de sua vida. Vida Meia Boca Todo esse rodeio foi só um exemplo para ilustrar como nós, na grande maioria das vezes aceitamos levar uma vida de forma infeliz, ou parcialmente feliz. O que na verdade poderia ser chamado de vi...

Nunca seremos livres

Acho que uma das maiores utopias da humanidade é acreditar que podemos ser livres e isso é muito contraditório pois esse blog só existe por uma vontade angustiante de liberdade. A Matrix da Matrix As ideias Liberais deixam de ser liberais quando são alcançadas. Aqueles que gostariam de sair da casa dos pais para não cumprir regras, quando o fazem, se apequenam, criam suas próprias regras de aprisionamento. O topo da montanha deixa de ser topo e se torna plano… uma angustiante e broxante planície. Claro, tratamos aqui de liberdade financeira, independência financeira e mesmo esses termos comuns recebem inúmeras definições diferentes e sempre estaremos presos a alguma ideia pré-definida. Primeiro ansiamos pela possibilidade de não precisar vender nosso próprio tempo, a fuga da Matrix, da corrida dos ratos de qualquer forma que seja possível. Depois da conquista, de todo esforço, logo uma outra necessidade aparece… é a Matrix dentro da Matrix, saímos de uma caverna para entrar ...